sexta-feira, 30 de maio de 2008
Série III - Edifícios públicos
terça-feira, 27 de maio de 2008
Série III - Edifícios públicos
quinta-feira, 22 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Série III - Edifícios públicos
15 de Maio: Oh, oh! Hoje já não se trabalha! Ah, pois! Está de chuva e de chuva é óbvio que não se pode trabalhar. Mas, espera, na obra ao lado continua-se a trabalhar! Conclusão: a chuva só faz mal aos "trabalhadores" da Junta. Tá certo! Portanto, uma vez que amanhã também chove, o trabalho desta semana está feito. Dois dias de trabalho esta semana. Nada mau!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Série III - Edifícios públicos
segunda-feira, 28 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Série III - Edifícios públicos
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Série III - Edifícios públicos
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Série III - Edifícios públicos
17 de Abril: Ninguém, outra vez. No entanto, se repararem bem, há sinais de lá ter estado gente (reparem nas marcas no cascalho). Embora não se vislumbre qualquer efeito na obra, será que os operários foram trabalhar, mas saíram antes das 16h 10m, hora em que a fotografia foi tirada? Se foi esse caso, será que também há emprego para mim? Pelo que vejo a obra avançar, até posso trabalhar aqui de cima.
Série III - Edifícios públicos
Série III - Edifícios públicos
Série III - Edifícios públicos
Quando a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira começou, em meados de Dezembro, a recuperar o espaço dos antigos depósitos dos SMAS para fazer um estaleiro (embora eu seja capaz de imaginar que, num bairro onde não há quaisquer infra-estruturas públicas de apoio aos moradores, ficasse aí muito melhor um parque infantil), estava longe de pensar que, passados QUATRO MESES, esse estaleiro ainda não estivesse pronto. Se tal me tivesse ocorrido, teria imediatamente começado a fazer o diário fotográfico da obra. Infelizmente, nem os mais cépticos, como eu, poderiam ter imaginado semelhante desfecho.
Quando, depois de um interregno que correspondeu mais ao menos ao período das férias da Páscoa alargado, a obra recomeçou, pensei que, apesar de tudo, mereceria a pena fazer o «Diário fotográfico do Estaleiro da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira», para que todos pudessem ver a celeridade e a eficácia — como se não soubéssemos — com que os dinheiros públicos são aplicados pelos nossos autarcas. Portanto, embora a primeira imagem do diário tenha sido tirada no dia 11 de Abril (altura em que as obras recomeçaram), às 15h 11m, deve o leitor imaginar as cerca de 120 fotografias, que infelizmente não tirei, correspondentes aos quatro meses que decorreram desde que a obra começou. As diferenças entre as fotografias que, na medida do possível, aqui publicarei diariamente, dará certamente uma imagem muito exacta da forma como a obra avançou. A título de exercício adicional, recomendo que, paralelamente, reparem na evolução da obra que decorre ao lado.
Quando, depois de um interregno que correspondeu mais ao menos ao período das férias da Páscoa alargado, a obra recomeçou, pensei que, apesar de tudo, mereceria a pena fazer o «Diário fotográfico do Estaleiro da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira», para que todos pudessem ver a celeridade e a eficácia — como se não soubéssemos — com que os dinheiros públicos são aplicados pelos nossos autarcas. Portanto, embora a primeira imagem do diário tenha sido tirada no dia 11 de Abril (altura em que as obras recomeçaram), às 15h 11m, deve o leitor imaginar as cerca de 120 fotografias, que infelizmente não tirei, correspondentes aos quatro meses que decorreram desde que a obra começou. As diferenças entre as fotografias que, na medida do possível, aqui publicarei diariamente, dará certamente uma imagem muito exacta da forma como a obra avançou. A título de exercício adicional, recomendo que, paralelamente, reparem na evolução da obra que decorre ao lado.
terça-feira, 1 de março de 2005
Série VI - Disparates ou a Ignorância Militante . . .
MORALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS
Quando dei de caras com este título no Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Dezembro último, tive um sobressalto. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi que a onda moralizadora do puritanismo religioso americano tinha chagado à Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Um momento de reflexão tornou óbvio que essa hipótese, sem ser de todo impossível, era improvável, de modo que procurei hipóteses alternativas. Pensei então que a Junta tivesse decidido limpar a cidade dos cartazes que mostram um brilhante - das lantejoulas, entenda-se - moçoilo espetando uns paus num bicho que nem sabe por que foi para ali chamado. Mas não. Esta hipótese também não era boa, dada a grande aficción existente. Pensei depois em hipóteses mais perigosas. Tinham decidido impedir qualquer acto menos pudico nos espaços públicos (uma espécie de americanismo religioso soft), como um beijo matreiro à porta do centro comercial, uma troca luxuriosa de olhares entre transeuntes que se cruzam, ou, melhor, os homossexuais de frequentarem espaços públicos. Mas percebi que isso, sem a ajuda dos tais americanos não seria realizável. Por fim, pensei que tivessem tomado medidas para impedir os cães de fazerem certas poucas vergonhas por todo o lado, talvez com um sistema permanente de monitorização vídeo juntamente com uma brigada de intervenção rápida, mas foi rapidamente me apercebi que tal coisa seria suficientemente falada para ouvir falar dela e como não ouvi . . . Depois, percebi que estava a procurar no sítio errado, porque, afinal de contas, isto de sexo, mesmo canino, não tem nada de errado e não precisa de ser moralizado. Pensei, então, que tinham tomado medidas para impedir - ou para permitir? - o aborto ou a eutanásia em público, mas ainda não vi ninguém a fazer tal coisa e certamente isso teria dado muito barulho.
Sem saber o que pensar, resolvi ler o texto, temendo pelo que poderia ter resultado desta veia moralizadora dos nossos ilustres autarcas. Foi então que fiquei a saber que se tratava de recolocação de painéis de publicidade; de racionalização e reordenamento dos passeios; de colocação de nova sinalética vertical e multi-direccional «que reúne, num único elemento indicações de ruas, serviços oficiais, organismos públicos e privados, locais de interesse patrimonial e publicidade [Ah!]; de colocação de abrigos de passageiros, «que era uma falta que se fazia sentir, pois nas suas deslocações à cidade as pessoas tinham de estar sujeitas às intempéries, sem um mínimo de condições para esperar pelos transportes públicos»; de placas para o Parque Industrial, etc.
Ufa! Respirei de alívio. Afinal trata-se destas coisas comezinhas e razoavelmente inúteis com que os autarcas à falta de vistas mais largas, se entretêm a fingir que fazem alguma coisa. Só não percebi por que lhe chamam moralização. Mas, bem vistas as coisas, ainda bem.
Quando dei de caras com este título no Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Dezembro último, tive um sobressalto. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi que a onda moralizadora do puritanismo religioso americano tinha chagado à Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Um momento de reflexão tornou óbvio que essa hipótese, sem ser de todo impossível, era improvável, de modo que procurei hipóteses alternativas. Pensei então que a Junta tivesse decidido limpar a cidade dos cartazes que mostram um brilhante - das lantejoulas, entenda-se - moçoilo espetando uns paus num bicho que nem sabe por que foi para ali chamado. Mas não. Esta hipótese também não era boa, dada a grande aficción existente. Pensei depois em hipóteses mais perigosas. Tinham decidido impedir qualquer acto menos pudico nos espaços públicos (uma espécie de americanismo religioso soft), como um beijo matreiro à porta do centro comercial, uma troca luxuriosa de olhares entre transeuntes que se cruzam, ou, melhor, os homossexuais de frequentarem espaços públicos. Mas percebi que isso, sem a ajuda dos tais americanos não seria realizável. Por fim, pensei que tivessem tomado medidas para impedir os cães de fazerem certas poucas vergonhas por todo o lado, talvez com um sistema permanente de monitorização vídeo juntamente com uma brigada de intervenção rápida, mas foi rapidamente me apercebi que tal coisa seria suficientemente falada para ouvir falar dela e como não ouvi . . . Depois, percebi que estava a procurar no sítio errado, porque, afinal de contas, isto de sexo, mesmo canino, não tem nada de errado e não precisa de ser moralizado. Pensei, então, que tinham tomado medidas para impedir - ou para permitir? - o aborto ou a eutanásia em público, mas ainda não vi ninguém a fazer tal coisa e certamente isso teria dado muito barulho.
Sem saber o que pensar, resolvi ler o texto, temendo pelo que poderia ter resultado desta veia moralizadora dos nossos ilustres autarcas. Foi então que fiquei a saber que se tratava de recolocação de painéis de publicidade; de racionalização e reordenamento dos passeios; de colocação de nova sinalética vertical e multi-direccional «que reúne, num único elemento indicações de ruas, serviços oficiais, organismos públicos e privados, locais de interesse patrimonial e publicidade [Ah!]; de colocação de abrigos de passageiros, «que era uma falta que se fazia sentir, pois nas suas deslocações à cidade as pessoas tinham de estar sujeitas às intempéries, sem um mínimo de condições para esperar pelos transportes públicos»; de placas para o Parque Industrial, etc.
Ufa! Respirei de alívio. Afinal trata-se destas coisas comezinhas e razoavelmente inúteis com que os autarcas à falta de vistas mais largas, se entretêm a fingir que fazem alguma coisa. Só não percebi por que lhe chamam moralização. Mas, bem vistas as coisas, ainda bem.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Série I - Lixeiras com vista sobre...
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